segunda-feira, 23 de julho de 2007

Meditação rápida sobre Sam Guimli (o hobbit)

Rapaz, numa dessas noites, estava ansioso por assistir um dos maiores sucessos da literatura e do cinema mundial “O Senhor dos anéis – O retorno do rei” sem dúvida nenhuma um clássico. Eu poderia narrar o filme todo aqui porque a obra é maravilhosa, cheia de princípios cristãos e de boas ações, mas a parcela que me cabe e que me impressionou bastante foi quando Frodo, o bolseiro, desfalece no momento crucial da jornada que já durava 13 meses, aos pés do pico onde almejava chegar para destruir o anel. Sam, seu fiel escudeiro, momentos antes tenta pegar o anel para seguir jornada e dividir o fardo que este trazia para Frodo, mas ele, seduzido pela força do anel nega reparti-lo com o amigo. Nesse momento, desfacelido, Frodo não poderia fazer nada para impedir que Sam Guimli pegasse o anel e seguisse em frente. Mesmo assim, como prova de amor e amizade, Guimli não pega o anel, mas diz uma frase que será o tema do nosso artigo: “Não posso carregar o anel, mas posso carregá-lo Sr. Frodo”.
Confesso que não pude evitar as lágrimas quando ouvi tal frase, porque me remeteu a uma questão extremamente cristã, “ajudar a carregar o fardo do outro”. Pensei muito e percebi que nossas amizades não carregam mais o outro nas costas em um momento de fraqueza. Sam também estava exausto, mas percebeu a impossibilidade de Frodo continuar a caminhada e resolveu carregá-lo nas costas.
Contextualizando, o anel significa nossos problemas, nossos fardos, e quando optamos por carregar nossos problemas sozinhos, sempre pifamos, quebramos no meio da caminhada, mas se houver alguém por perto, um fiel escudeiro, precisamos deixar nossa independência de lado e nos permitir carregar por algumas milhas e descansar sobre os ombros de quem ainda pode nos ajudar, de quem nos ama. Por outro lado, precisamos ser esse “escudeiro” que está sempre a postos, cultivando sempre o sentimento de amar ao próximo custe o que custar, ainda que isso te custe algumas léguas carregando peso extra na encosta de uma montanha fumegante, ainda que isso te custe lágrimas e renúncia a sua zona de conforto. Que Deus levante muitos Samwise Guimle dentro dos nossos condados e que eles invadam a terra média cumprindo suas missões e nos contagiando com seu amor e amizade. Arrisque ser um Sam Guimli e aproveite o melhor que a jornada pode te oferecer, a recompensa de ver uma vida salva e seus fardos subjugados, vá em frente, arrisque, ame, que Deus te abençoe!

N’Aquele que é nossa inspiração para amar
Márcio

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Cidade do amor



Julho de 2007, tempo de jogos pan-americanos, cidade limpa, mendigos escondidos, força nacional reprimindo o crime organizado, eficiência no controle do trânsito!

Esse panorama me deixa pasmo quanto à vontade política. Quando a turma quer, ninguém os detém. Mas o que me intriga nesse momento nem é essa aparente ordem. Mas a certeza latente de que mesmo se isso se estabelecesse como estatuto perpétuo de ordem no RJ, ainda assim não teríamos paz. Por quê? Porque as estruturas físicas não são culpadas pelo desgaste da palavra “paz” na sociedade, mas sim a depravação no coração do homem, essa é irremediável e intensamente ativa na promoção da discórdia e da intriga.

Se quisermos mudar permanentemente o panorama do nosso estado em relação a paz, devemos apoiar nossas estruturas sobre o pilar central e única fonte de verdadeiro sossego, Jesus Cristo.

Somente uma revolução de amor, demonstrações públicas de afetividade poderão fazer a diferença na vida daqueles que tem um coração depravado. A chegada desse sentimento trará conversão ao coração faminto e paz ao mundo. Quer ver o mundo mudar, pratique amor! Haja agora e transforme o Rio em uma verdadeira cidade do amor. 

E no mais, tudo na mais santa paz!