Confesso que sou facilmente seduzido por um bom jogo de paintball. As armas, o campo estilo labirinto, as fardas, o espírito de grupo que toma conta da galera.
No domingo, nos preparamos e saímos de casa prontos pro combate! Coloquei minha gandola cheia de insígnias, minha munhequeira (pra dar firmeza na hora de sentar o dedo nos trouxas) e fui pra arena. Tinha muita gente diferente dessa vez, uma galera amiga do Diego, outros amigos do Vini e etc... não tinha só crente na parada, e isso me fez vibrar. Começa o jogo, primeiro round tomei um tiro no ombro que ta doendo até hoje. Depois foi tranqüilo exerci meu papel na matança e resolvi meu problema de estima em relação ao primeiro round.
A grande questão é a seguinte: No auge de nossas conversas no hospitalzinho paint, surgiu um assunto e me apresentei como pastor. Os caras endoidaram! PASTOR? Mas pastor pode jogar paintball? Eu respondi que no meu caso eu era o juízo de Deus pra vida deles! E daí começou um bom papo sobre religião e daí pra Jesus. No fim do papo, estávamos trocando cartões de visita e marcando mais um paintball.
Você já se deu conta de quantas oportunidades perdemos por medo de assumir nosso lado maneiro? Você já se deu conta de quanta gente já passou pela sua vida e você não abriu a boca pra falar de Deus por achar que as pessoas te condenariam?
Pois é, o paint é só um exemplo, mas meu negócio agora é exercer minha liberdade e testemunhar em tempo e fora de tempo. Que se dane aqueles que acharem o contrário, mas esses ficarão para trás, presos na teia do legalismo e achando que qualquer ato fora do manual que rolar os levará para o inferno.
De minha parte, estou marcando mais uma partidinha de paintball só pros mais chegados. E aí vamos dar uns tiros na convicção dos não crentes e chamá-los pra perto?
